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Espondilite Anquilosante


1/8/2007 Opções de tratamento para Espondilite Anquilosante


O tratamento da espondilite anquilosante envolve o uso de medicações para reduzir a inflamação e/ou diminuir a imunidade, fisioterapia, e exercícios.

A aspirina e outros remédios da família dos Antiinflamatórios Não-Esteróides (AINEs) comumente são utilizados para controlar a dor e a rigidez na coluna vertebral e em outras articulações. Os AINEs mais freqüentemente utilizados no tratamento da Espondilite Anquilosante incluem indometacina, sulindac, naproxeno e diclofenaco. Os principais efeitos colaterais dos AINEs incluem gastrite, azia, náuseas, cólicas abdominais, diarréia e até mesmo úlceras gástrica sangrantes. Para reduzir o risco destes efeitos, os AINEs devem ser tomados junto com as principais refeições do dia.

Em alguns pacientes, a inflamação de outras articulações (p.ex.: dos joelhos, quadris ou tornozelos), e não da coluna vertebral, são o maior problema. Infelizmente, a inflamação destas articulações não costuma ceder apenas com o uso de AINEs. Nestes casos, costuma ser necessário adicionar medicamentos que diminuem a atividade do sistema imune, tais como sulfassalazina ou metotrexato.

Pesquisas recentes mostraram que boa parte dos casos de espondilite anquilosante persistente é resistente ao tratamento com AINEs, sulfassalazina ou metotrexato. Pessoas com esta forma da doença podem se beneficiar de medicações que atuam bloqueando a ação de uma substância conhecida como Fator de Necrose Tumoral, ou FNT.

As medicações que bloqueiam o FNT são eficazes no tratamento da espondilite anquilosante. Elas diminuem a atividade da doença, diminuem a inflamação e melhoram a mobilidade da coluna vertebral. Os principais exemplos de bloqueadores do FNT incluem etanercepte, infliximabe e adalimumabe.

Nos últimos anos, os especialistas descobriram um estágio precoce da espondilite que ocorre antes do surgimento das alterações radiográficas típicas da doença. Os pacientes tratados ainda neste estágio tendem a responder melhor ao tratamento.

As drogas atuais que atuam modificando o curso da doença, tais como metotrexato, sulfassalazina e leflunomida, são eficazes para combater a inflamação de várias articulações, mas não conseguem reduzir a inflamação na coluna vertebral. Pessoas com dores na coluna que não respondem ao uso de AINEs e outros remédios convencionais podem se beneficiar do uso dos modernos bloqueadores do FNT.

Os corticosteróides orais ou injetáveis possuem propriedades antiinflamatórias potentes e podem ajudar a controlar a espondilite e outros processos inflamatórios no corpo. Infelizmente, os corticosteróides possuem vários efeitos colaterais graves quando utilizados por um tempo prolongado, incluindo fragilidade da pele e dos ossos, maior susceptibilidade para infecções, e destruição de grandes articulações (p.ex.: quadris).

A fisioterapia para portadores de espondilite anquilosante inclui instruções e exercícios para manter a postura adequada, tais como exercícios de respiração e alongamento. Uma vez que a anquilose da coluna causa uma curvatura anterior, o ideal é manter uma postura o mais ereta possível e realizar exercícios de extensão para as costas. Também é recomendável dormir em colchões firmes e evitar o uso de travesseiros.

Dentre todos os exercícios indicados para espondilite anquilosante, a natação é o melhor deles, pois promove condicionamento cardiopulmonar e alongamento sem sobrecarga de peso na coluna vertebral.

A presença de inflamação e outras alterações nos demais órgãos devem ser tratadas separadamente. Por exemplo: a inflamação da íris dos olhos (irite ou uveíte) pode ser tratada com colírio de atropina, cortisona ou altas doses de corticosteróides por via oral. A doença cardíaca que acompanha alguns casos de espondilite pode necessitar aplicação de marcapasso ou medicações para insuficiência cardíaca.

O cigarro deve ser evitado a todo custo, pois seu consumo pode acelerar o surgimento de doenças pulmonares e dificuldades respiratórias. Algumas pessoas com espondilite anquilosante grave podem chegar a ponto de necessitar o uso contínuo de oxigênio por cateter.

Finalmente, pacientes com doença grave no quadril e na coluna podem necessitar cirurgias ortopédicas corretivas.

Referências Bibliográficas Selecionadas

1. Clegg DO. Treatment of ankylosing spondylitis. J Rheumatol Suppl. 2006 Sep;78:24-31.
2. Cornell P, Oliver SM. Ankylosing spondylitis: clinical update. Musculoskeletal Care. 2004 Aug;2(3):187-93.
3. Dagfinrud H, Kvien TK, Hagen KB. Physiotherapy interventions for ankylosing spondylitis. Cochrane Database Syst Rev. 2004 Oct 18;(4):CD002822.
4. Toussirot E, Wendling D. Recent progress in ankylosing spondylitis treatment. Expert Opin Pharmacother. 2003 Jan;4(1):1-12.

 


5 comentários

sábado 24/3/2012 14h59 - Djalma José

sou portador da EA, diagnosticado através do exame laboratorial HLA B 27. Gostaria de saber o nome do tratamento que alguns chamam de vacina e que é uma aplicação períodica intrvenal

terça-feira 18/10/2011 12h18 - Moisés

Bom dia... Não está bem definido se eu tenho EA, tenho alguns sistomas, estou tomando Metotrexato há 1 mês, so que as dores continuam, na coluna, no glúteo e perna, demora para o remédio fazer efeito?

quinta-feira 6/10/2011 13h42 - Espedita

Boa tarde,... Tenho EA e gostava de saber se teem alguma informação sobre um tratamento sobre terapia genetica em que a proteina transportadora da espondilite anquilosante é clivada por uma enzima...

sábado 16/10/2010 7h44 - Rosangela Coelho de Abreu

Faz ano que apareceu dor no osso do quadril e bursite/sinovite que não melhora com corticoide e AINEs..Sinto dores ao andar.Tenho dores em outras articulações .Como diagnosticar a espondilite?Exames?

terça-feira 19/1/2010 13h19 - Glauce Peracio

Tenho espondilite anquilosante e achei bastante interessante o texto. Gostaria de receber novidades sobre os tratamentos, pois hoje me trato com o Metotrexato e vejo bons resultados. Grata,

 

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